José Riço Direitinho é um nome que, por si só, se impõe em qualquer panorama. Não sei qual dos dois prefiro, se este se Possidónio Cachapa. Quem tem nomes assim tem já meio caminho andado para ser um grande homem. Se assim não é, podem, alguns, decerto, pensá-lo. Vem este prolegómeno a propósito da minha última leitura – a casa do fim -, um livro pequeno, do qual fazem parte dez contos de Riço Direitinho povoados de estranhos seres que se movimentam num universo rural de tisanas, magia, desconhecido e morte. Todos estes ingredientes enchem o pequeno, mas denso, caldeirão fantástico, que nos dá a provar histórias de gentes simples e complexas, na sua sabedoria da terra, cheia de mistérios e medos a não desrespeitar. Essencialmente, prova-se a morte, servida dos mais inusitados modos e sempre com uma guarnição de comer e morrer por mais.
Garçon, saia o breviário das más inclinações, por favor.
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