segunda-feira, 24 de setembro de 2007

muda não sejas muda

Bla ble bli… imunda a mudez.
Calar é uma espécie de imundície que muitas vezes se entranha em mim. Nessas alturas há um certo nojo, uma auto-repulsa que não poderia ser de outro modo.
Se há coisas que incomodam, irritam, causam comichões plurívocas, onde está a voz? Esse cutelo friíssimo, agudo, veemente e voraz? Não posso conformar-me com esta indulgência que tantas vezes parte de mim. O ser-se politicamente correcto já não está na moda, sobretudo quando os políticos são todos incorrectos connosco. E incluo entre os políticos os que me rodeiam, pois estes têm tantas vezes traços comuns aos daqueles, no que toca, essencialmente, à arte de iludir brilhantemente.
Viver é uma aprendizagem ad aeternum e a voz deve soltar-se sempre que alguma coisa se comece a desenhar em nós, à nossa volta ou no mundo.
Bla ble bli… notável a lucidez.
Fala.

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